quinta-feira, 30 de abril de 2009

Teatro: O diário de uma Mãe

(Juliana vestido de velha. Varais coisas espalhadas pelo chão)

JULIANA: Ai meu DEUS, que bagunça que essas crianças fazem... Andriely
ANDRIELY: O que foi mãe?
JULIANA: Olha só a bagunça que essas crianças fizeram aqui. Se fosse na minha época, essas crianças já tinham apanhado de varinha de marmelo e ajoelhado no milho.
ANDRIELY: Credo mãe, eles são apenas crianças...
JULIANA: Mas tem que aprender não fazer isso na casa na vó
ANDRIELY: Mãe... O que é isso?
JULIANA: Deixa-me ver! Ai meu DEUS! Você encontrou o meu diário.
ANDRIELY: Diário?
JULIANA: É... Aqui está a minha vida
ANDRIELY: Eu posso ver?
JULIANA: Claro... Mas vamos lá no quarto, que eu te explico tudo..
(saem de cena)

Narrador JU: Nesta época eu tinha a sua idade. Eu era linda assim como você. Estava tão feliz, pois tinha acabado de ser mãe. Eu era um pouco inexperiente. Mas eu me lembro como que fosse hoje.

Entra a Andriely (fazendo que é a Juliana mais nova)
Narrador JU: Você era bem pequenina. Estava aprendendo a andar

Entra Scarlate (fazendo a Andriely bebe – engatinhando com pijama e chupeta na boca)
Gugu...Dada...GUGU...DADA (ai vc tenta se levantar, mas cai e começa a chorar)

Narrador JU: E eu desesperada, fui correndo ao seu encontro. Segurei-te pelas mãos, e comigo você deu os seus primeiros passos.

(Saem as duas de cena)

LUIZ: Mãe é aquela que através da sua força, carinho e segurança nos mostra o caminho a seguir.

Narrador JU: É o tempo foi passando. Você e seu irmão começaram a mostrar o seu lado artístico... A casa estava linda com aquelas paredes riscadas.

(David e Milena entram com lápis de cor nas mãos e começam arriscar o papel q vai estar colado no ambão)

DAVID e MILENA: Mamãe...Olha o que fizemos, pra você?

Narrador JU: Eu estava muito brava, mas quando eu vi aqueles rostinhos, o meu coração amoleceu, então eu os abracei.

ANDRIELY: Amores da mamãe. Esta lindo o desenho muito obrigado. Mas da próxima vez, a mamãe vai comprar um caderno bem bonito para vocês dois desenharem tá bom.

DAVID e MILENA: Eba! Fico bonito né mamãe.

(Saem de cena)

LUCAS CLAUDIO; Mãe é a melhor psicóloga que um filho pode Ter.

Narrador JU: Aí, minha filha as coisas começaram a esquentar. Sabe por que? Você e seu irmão estavam ficando grandinhos e não queriam mais o carinho da mamãe.

(entra Matheus comum amigo)
ANDRIELY: Mateus aonde você vai? Venha aqui.
MATEUS: O que foi mãe...Fala logo que eu tenho que ir à casa do Doni pra gente conversar
ANDRIELY: Vem dar um abraço na mamãe...
MATEUS: Mãe... Olha o meu amigo... (Ai que vergonha mãe)
ANDRIELY: Tá, Filho vai, mas não volte tarde, por que é perigoso.
MATEUS: Mãe, por favor...

(Saem de cena)

LUCAS RAFAEL; Mãe, um anjo de candura. Que mesmo sendo humilhada e mau amada. Sabe perdoar.

Narrador JU: É... Vida de mãe não é fácil... E quando você pensou em namorar.

(Helen entra de mãos dadas com o Nicolas)

HELEN: Mãe, eu tenho uma coisa pra te contar.
ANDRIELY: O que foi, diga.
HELEN: Eu estou namorando
ANDRIELY: Filha, o que? Mas você é tão nova ainda... Você é uma criança
HELEN: Mãe eu já tenho 18 anos, não sou mais uma criança.
ANDRIELY: Vocês são duas crianças, não sabem o que querem da vida.
NICOLAS: Mas a gente se ama, e não é brincadeira.
HELEN: Eu o amo, e nada que a Senhora faça, vai me impedir de fazer isso...
ANDRIELY: Filha volte aqui.

(Saem de cena)

MATEUS: Mãe, para ela os seus filhos, sempre são os seus bebês indefesos.

Narrador JU: Então você se casou, vocês se amavam mesmo. É que eu não queria te perder.
ANDRIELY: Me perder, mãe! Eu sempre estarei aqui ao seu lado.

(Agora a Juliana entra em cena e se ajoelha)

ANDRIELY: Sabe mãe eu me lembro que um dia...

(Vai entrando e olha para a mãe)

ANDRIELLY: Em que eu cheguei tarde da noite, e entrei pé em pé, e eu vi você acorda rezando... Sabe o que me veio na cabeça... Essa canção pra você mãe...

Começa a Musica: Obrigada Mãe.

Sabe mãe, hoje eu peguei você ajoelhada, falando com Deus.
Agradecendo pela benção de filhinha que um dia Ele lhe deu,
Para alegrar seu coração, nos dias seus.

Sabe mãe, ainda estava em sua barriga, e já sentia amor,
Até a música que mais gostava, eram as batidas do meu coração,
Embalando o seu sono, e as emoções.

Mas sabe mãe, é você a maior benção que alguém já pode ter,
Já sei falar, andar, brincar e ainda sou, o seu bebê,
Obrigado mamãezinha pelas noites, mal dormidas,
Obrigado mãe, pra me fazer feliz você até virou, menina,
Rola comigo entre os meus brinquedos, e me ensina,
Que o melhor presente que eu ganhei da vida, foi você.

Um comentário:

Paula Varela disse...

Olá,

Adorei, adorei, adorei...
História Linda!!!!
Sou mãe de três meninos e tudo o que está escrito nesse teatrinho é pura verdade.
Vou usar esse teatrinho para o dia da mãe aqui em Portugal.
beijinhos